VFV - (Veículos em Fim de Vida) O bem de grande consumo do SEC.XXI: impacto no ambiente e a problemática nacional

As marcas de automóveis aplicam cada vez mais esforços e estratégias de marketing que definem novos segmentos e até nichos de mercado, aumentando a oferta de veículos segundo características especiais, que respondem a praticamente todas as necessidades e gostos dos consumidores. Esse esforço, aliado ás campanhas de comunicação das marcas e ao próprio período de vida útil de um automóvel (8 anos), leva que em média, cada automobilista troque de veiculo a cada 4 a 6 anos.

No panorama português, todos os anos são adquiridos mais de 250 mil automóveis novos por ano (exceptuando os anos recessivos de 2003 e 2009), o que significa que actualmente existem 25 carros novos por cada 1000 habitantes.

Os governos – especificamente em Portugal – desenvolveram programas de incentivo fiscal à destruição de automóveis ligeiros em fim de vida (Decreto-Lei n.º 292-A/2000, de 15 de Novembro) que confere uma redução do Imposto Automóvel (I.A) na compra de um veículo novo, caso o comprador tenha entregado um VFV ligeiro).

O aumento da produção e consequente aumento de circulação nas estradas evidenciou algumas consequências negativas que advêm da utilização do automóvel, começando a surgir no final da primeira década do Séc.XXI os primeiros automóveis “amigos do ambiente”, que utilizam combustíveis alternativos provenientes de energia não poluente ou simplesmente de baixa emissão de gases. Não só as marcas procuram competitivamente criar modelos “verdes”, como também os consumidores procuram veículos mais eficientes e pouco poluentes, num binómio entre oferta e procura.