Óleo Alimentar - A vantagem ambiental e económica

Na última década do Séc. XX começaram a surgir as primeiras notícias sobre a reciclagem dos óleos alimentares usados e a sua utilização como combustível - biodiesel. Um estudo mais aprofundado permite descobrir que já no início do Séx. XX, o próprio Rudolf Diesel iniciou as primeiras experiências na combustão de óleo alimentar, chegando a construir vários motores que funcionavam a óleo de amendoim.

Com a avançar da tecnologia, foi possível ultrapassar problemas mecânicos causados pelo óleo alimentar através da adição de éster, melhorando bastante o rendimento e funcionamento dos motores a gasóleo. No início do Séc. XXI já existem marcas de biodiesel certificadas e recomendadas por marcas de automóveis.

Os óleos alimentares despejados no esgoto doméstico é um erro que causa grande impacto no ambiente e nas próprias canalizações. Estes óleos poluem e obstruem os filtros á entrada das Estações de Tratamento de Águas Residuais, causando problemas ao seu bom funcionamento e consequente poluição dos rios e depósitos de água. Sabendo que hoje em dia este resíduo pode ser aproveitado para produção de outros bens, como sabão e biodiesel, estes prejuízos são totalmente desnecessários.

Actualmente existem a nível local (escolas, restaurantes, hipermercados, etc..) diversas iniciativas e campanhas para recolha de óleos usados, acabando por construir uma rede alargada de pontos de recepção de óleo usado.

A vantagem económica do combustível biodiesel ajudou bastante á estruturação de um sistema integral de recuperação dos óleos alimentares, existindo hoje em dia vários operadores que se dedicam á recolha de óleos usados.

A vantagem ambiental reforça este sistema de gestão de óleos alimentares, pois a combustão do biodiesel não emite partículas, enxofre ou dióxido de carbono. Mesmo quando é misturado com gasóleo, a redução de partículas pode chegar aos 40%.